Resultados:
O discurso de Dan Gilbert sobre a capacidade de ser feliz:
http://www.ted.com/talks/lang/pt-br/dan_gilbert_asks_why_are_we_happy.html
Ontem estive, pela primeira vez, na companhia do Mestre Fernando Freire da Casa da Pirâmide. Foi o momento certo! Quando mais precisava de ouvir palavras de conforto, verdade e confirmação, ei-las! Pensei, até aquele momento, que não conseguiria encontrar respostas para ultrapassar as minhas dúvidas, julguei-me perdida no caminho para ser uma pessoa melhor, respeitando, aceitando e mantendo um atitude humilde. "Sintam primeiro e depois procurem o esclarecimento para aquilo que sentiram, aí irão de facto entender o vosso progresso espiritual, porque só na experiência vivida através das sensações do vosso corpo físico poderão tirar conclusões concretas do verdadeiro sentir interior que cada um vive dentro de si." - Mestre Fernando Freire
Estou estupefacta!!
Através do blog da Andresa Salgueiro e do projecto Belive, conheci hoje a Auroville, uma ecovila na Índia, situada na distrito de Viluppuram, com um conceito arquitectónico, social e cultural extraordinário.
Uma comunidade aberta para todos os que queiram participar na construção de um local de paz e harmonia.
Seria uma verdadeira aventura. E já estive mais longe de embarcar numa assim… Preciso imediatamente de simplificar tudo na minha vida! Uma oportunidade assim seria uma verdadeira lição de vida, que neste momento necessito mais do que água!
Auroville seria apenas uma de muitas hipóteses. Existem, até mesmo em Portugal, um crescente número de ecovilas, mas quer me parecer que são algo fechadas em si próprias, o que também é comprensível, pois trata-se de uma sistema organizativo pequeno, frágil e susceptível a ameaças externas. No entanto, o conceito é idêntico:
A visão Auroville aqui.
O projecto
O mapa

O Matrimandir (a alma da Auroville)


Procuro olhar para o futuro, ver se deslumbro alguma luz, mas não consigo ver nada! Cada vez me é mais difícil olhar nessa direcção, especialmente quando tudo à volta começa a ficar turvo, distorcido, sem sentido…

Desânimo, tédio, rotina, desmotivação, enfim, monotonia! Irra! Sensação mais pessonhenta, que se apodera de mim como um polvo se prende com suas ventosas às presas indefesas e inertes. Desprovida do regozijo que outrora me preenchia, hoje o desinteresse, o desleixo, a apatia tomam conta de mim. E revolto-me interiormente, pois sinto-me a definhar, de dia para dia…
Como posso voltar a acender a chama que me mantém viva? Onde vou encontrar o sal que tempera a minha vontade de continuara crer mais e melhor? O que me faz sentir empolgada e determinada a vencer novos desafios? Quando terminará este ciclo de auto-comiseração?
Sei o que quero, ou melhor, sei o que não quero! Mas não sei o que fazer para o conseguir, ou seja, não sei como fazer. Como fazer para combater a preguiça que se apodera de mim todas as noites, a pouca vontade de, em vez de me enterrar no sofá, de olhos vidrados nos mesmos programas diários, fazer algo diferente, algo produtivo ou simplesmente prazeiroso! Porque me custa tanto??!!
Qual é o segredo para a auto-motivação? Como incitar a iniciativa? Quem tem a chave deste segredo?
Colocando a minha vida em perspectiva, os antídotos para a monotonia que sinto passam por:
Artigo interessante: Combater a sensação de incapacidade e desesperança (in escolapsicologia)
“Durante as fases de abatimento que enfrentamos na nossa vida, o lado esquerdo do lobo frontal, que, por um lado, nos orienta para os nossos objectivos e, por outro, nos ajuda a controlar as emoções negativas, permanece pouco activo. Assim, sempre que nos propusermos atingir um objectivo, por mais pequeno que este seja, estamos automaticamente a activar esta parte do cérebro que tão importante é para o nosso equilíbrio emocional. Quando colocamos o plano de actividades em prática, e o repetimos de forma contínua, os neurónios sinalizam isso mesmo no lobo frontal, provocando uma sensação de satisfação, a qual todos faríamos bem em desfrutar.”
Muitos de nós apenas usamos uma pequena parte das nossas capacidades e por vezes, erradamente tentamos poupar a nossa energia.
A nossa zona de desconforto, é onde vive o nosso objectivo.
A premissa principal para se ter sucesso é fazer-se aquilo que se gosta. Ganhar dinheiro é um subproduto que emerge do processo que surge quando a pessoa accionou o maior potencial da humanidade para o sucesso: fazer aquilo que se ama.
O nosso melhor estado de recursos é accionado automaticamente quando nos sentimos imersos naquilo que fazemos, sentimo-nos ligados com a tarefa que temos em mãos porque perdemos a noção do tempo, esquecemo-nos de nós, fundimo-nos com a nossa realização e o milagre acontece: todo o nosso potencial é expresso no nosso alvo. Elevamos assim a probabilidade de sermos bem sucedidos porque estamos a fazer aquilo que mais gostamos.
Ano após ano, continuamos a abrir champanhes, a cantar e dançar na mudança dos anos, sob a luz e o rebentar dos fogos de artifício – em casa, na avenida, no clube ou na praia.
Mas o pretexto desse momento, que deveria ser a oportunidade da festa, da alegria e da confraternização com amigos e familiares, é bandeira para mudanças e decisões que definitivamente não dependem do calendário, quando o que deveria contar mesmo é a energia interior ou qualquer outra expressão que se dê à palavra “determinação” – e ela está no interior de cada um de nós. Pode até ser de forma latente, mas está lá. Cabe a cada indivíduo usar adequadamente essa energia para tomar as decisões e promover as mudanças que julgar necessárias para a sua evolução pessoal e profissional e a sua felicidade em geral.
O nosso comportamento é o resultado do estado em que estamos. O equilíbrio emocional é também um estado. Se pudéssemos estalar os dedos e entrar num estado mais dinâmico e com maior quantidade de recursos disponíveis, um estado de excitação, segurança no sucesso, com o corpo está a vibrar de energia e a mente vívida!
A maioria dos nossos estados acontece sem qualquer ordem consciente da nossa parte. Vemos algo e reagimos a isso entrando num determinado estado. Pode ser um estado com muitos recursos e útil ou um estado sem recursos e limitador, mas a maioria de nós não faz praticamente nada para controlá-lo. Quase tudo na vida que as pessoas querem é um estado de possibilidade. Faça uma lista das coisas que quer na vida. Quer amor? Bem, o amor é um estado, um sentimento ou emoção que comunicamos a nós próprios e sentimos dentro de nós próprios com base em certos estímulos do ambiente. Confiança? Respeito? são tudo coisas que criamos. Produzimos estados dentro de nós. Talvez queira dinheiro. Não propriamente os pequenos pedaços de papel adornados com diversas cores e símbolos, mas aquilo que o dinheiro representa: confiança, liberdade, calma, segurança, amor ou qualquer outro estado que o dinheiro possa ajudar a fornecer. Assim a chave para o equilíbrio emocional, a capacidade para ter aquele poder que o homem busca à anos: a capacidade para dirigir a sua vida – é a capacidade de saber dirigir os seus estados.
Se assumirmos o controlo sobre a comunicação que mantemos connosco próprios e produzirmos estímulos visuais, auditivos e cinestésicos daquilo que queremos, podem obter-se resultados positivos extraordinários, mesmo em situações em que as probabilidades de sucesso parecem limitadas ou inexistentes.
in Miguel Lucas